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28.07.2014

Cobrança do consumidor faz com que medicamentos fiquem mais baratos

 

 

Nesta semana o governo reduziu impostos de 174 princípios ativos.
A tabela estabelece o valor máximo que pode ser cobrado do consumidor.

 

Nesta semana o governo reduziu impostos de 174 princípios ativos, usados na produção de medicamentos. Com isso, muitos remédios ficaram mais baratos. Se o consumidor tiver paciência pra procurar, vai conseguir descontos ainda melhores.

Todo mês a aposentada Maria da Glória de Souza vai ao posto de saúde, onde busca alguns medicamentos de graça.  Ainda assim, gasta R$ 500 por mês com o tratamento para hipertensão, diabetes e gastrite. “Eu tenho que pagar. Fico triste, mas é o jeito. A gente tem que se cuidar ou então morre”, diz.

O governo atualizou a lista de remédios que têm isenção de imposto, com isso alguns tiveram redução de preço. A tabela estabelece o valor máximo que pode ser cobrado do consumidor.

“Se o laboratório não cumprir com essa redução de preço ele pode ser penalizado. Se a farmácia não cumprir com essa redução de preço ela também pode ser penalizada. A penalização ela pode até chegar numa de até três milhões de reais. Então, é importante que o consumidor nos ajude nessa fiscalização”, explica Leandro Safatle, secretário de Regulação de Medicamentos do Ministério da Saúde.

Em muitas farmácias o preço final dos remédios que tiveram redução de impostos está abaixo do teto estabelecido pela Anvisa. Elas alegam que isso é resultado da concorrência acirrada que existe no setor.

Em muitas farmácias o preço final dos remédios que tiveram redução de impostos está abaixo do teto estabelecido pela Anvisa. Elas alegam que isso é resultado da concorrência acirrada que existe no setor.

A caixa com 28 comprimidos de um remédio para depressão estava sendo vendida por até R$ 71,45. Bem abaixo do preço máximo de R$ 128,96. Nós encontramos um medicamento feito com amoxicilina, um antibiótico, por R$ 18,48, quase metade do preço máximo, de R$ 31,33. É por isso que o consumidor sempre tem de pesquisar.

O consumidor também pode recorrer à farmácia popular onde são distribuídos medicamentos para hipertensão, diabetes e asma. Outros remédios e produtos são vendidos com descontos de até 90%. Nos dois casos, é preciso apresentar receita médica atualizada, CPF e identidade. Caso o doente não possa ir pessoalmente, a farmácia exige uma procuração.

Outra dica é perguntar para o médico se o remédio indicado tem algum desconto dos laboratórios. É que vários tem programas de fidelização e o consumidor pode se inscrever ligando para o laboratório.

   

 

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